Como fazer o controle de estoque de material na obra

Controlar estoque na obra é registrar toda entrada de material com quantidade e custo unitário e toda saída com destino, e definir um estoque mínimo para cada item que não pode faltar. Com isso você sabe o que tem no canteiro, quanto já foi consumido e quando comprar de novo.

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Por que material some

Material em obra raramente é roubado — ele se perde no registro. O caminhão chega, alguém assina a nota, o material entra no canteiro e nunca é registrado em lugar nenhum. Duas semanas depois ninguém sabe se ainda tem ferro para a próxima laje.

O resultado é sempre um dos dois: comprar de novo o que já tinha, ou parar a obra esperando o que acabou sem aviso.

Entrada e saída são registros diferentes

MovimentoO que registrarPara que serve
EntradaItem, quantidade, custo unitário e data.Dizer o que tem no canteiro e quanto custou.
SaídaItem, quantidade, data e destino.Dizer o que foi consumido e o que sobra.
SaldoConsequência das duas: entradas menos saídas.Responder "tem ou não tem" sem ir olhar.
Estoque mínimoO piso abaixo do qual o item precisa ser reposto.Avisar antes de acabar, não depois.

Custo unitário é o que liga o estoque ao dinheiro

Registrar só a quantidade responde "tem quantos sacos". Registrar o custo unitário responde "quanto custa o que ainda está lá" e "quanto de material esta obra já consumiu em reais".

Como o preço do mesmo item varia entre compras, o custo unitário precisa ser o da entrada — não um preço médio de cabeça.

Sobra, perda e material que vai para outra obra

Três situações desarrumam qualquer controle de estoque, e todas têm a mesma solução: registrar a saída com o destino certo.

  • Sobrou material no fim da obra. Se ele voltou para o depósito, é uma saída da obra e uma entrada no estoque geral — não é consumo. Tratar sobra como consumo infla o custo daquela obra.
  • O material foi usado em outra obra. Precisa sair de uma e entrar na outra. Sem isso, uma obra carrega um custo que é da vizinha, e as duas ficam com o resultado errado.
  • O material quebrou, venceu ou foi perdido. É saída do estoque, e o custo é real — só não é custo de produção daquela etapa. Vale registrar como perda para saber quanto se perde por ano.

Estoque mínimo: o item certo, não todos

Não faz sentido definir estoque mínimo para tudo. Faz sentido para o que, faltando, para a obra: cimento, areia, ferro, o material da etapa que está em andamento.

Item de acabamento comprado sob medida para um ambiente não precisa de mínimo — ele é comprado uma vez e aplicado.

O que o ConstruSoft faz nisso

O ConstruSoft registra entradas e saídas de material com custo unitário e mantém o saldo de cada item. Quando um item fica abaixo do estoque mínimo que você definiu, o sistema avisa.

Os fornecedores são cadastrados e vinculados às obras, e a compra entra como despesa da obra — então o material aparece nos dois lugares que importam: no saldo do canteiro e no custo da obra.

O que não dá para fazer: O ConstruSoft não tem módulo de cotação nem de pedido de compra: não dá para pedir preço a três fornecedores pelo sistema e comparar as propostas. Também não há leitura de código de barras nem inventário com contagem cega. O controle é o registro de entrada e saída.

Preciso fazer inventário todo mês?

Se entrada e saída forem registradas no dia em que acontecem, o saldo está sempre certo e o inventário vira conferência pontual, não rotina. O inventário mensal costuma ser o remédio de quem não registra a movimentação — e ele corrige o número sem corrigir a causa.

Como saber quanto de material cada obra já consumiu?

Registrando a saída com a obra de destino e o custo unitário da entrada. A soma das saídas daquela obra é o material consumido em reais, e esse número é o que faz sentido comparar com o que estava previsto no orçamento da obra.

O ConstruSoft controla estoque separado por obra?

O estoque tem entradas e saídas com custo unitário e alerta de estoque mínimo, e as compras entram como despesa vinculada à obra. Para saber exatamente o que cada obra consumiu, o destino precisa ser registrado na saída — é esse registro que amarra o material à obra certa.

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