Alternativa ao Sienge para pequena construtora

O Sienge é um ERP completo para a cadeia da construção e do mercado imobiliário, do pré-obra ao pós-venda, sem preço publicado no site. Para uma construtora pequena que só precisa controlar obras, parcelas de clientes, despesas e estoque, quase todo esse escopo fica sem uso — e sem uso ele continua sendo pago.

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O que o Sienge é, segundo a própria página

Consultado em 17/09/2026 em sienge.com.br, o Sienge se apresenta como "o Ecossistema de Tecnologia e Negócios da Indústria da Construção e do Mercado Imobiliário", da Softplan Planejamento e Sistemas S/A, fundada em 1990 em Florianópolis (SC). A página fala em "mais de 80 soluções integradas" e organiza a oferta em três etapas: pré-obra, obra e pós-venda.

Os módulos listados na própria página incluem estudo de viabilidade, captação e gestão de recursos, planejamento de incorporação, gestão de projetos e BIM, orçamento de obra, planejamento de obra, cotação e compras de insumos, controle e gestão do canteiro, gestão de qualidade, gestão comercial, gestão financeira e de recebíveis, contábil e fiscal, assistência técnica, relacionamento com cliente e entrega das chaves com vistoria.

Não há preço publicado: os botões da página levam a "Peça uma demonstração" e "Fale com um especialista".

Isso não é defeito do Sienge

Um sistema que cobre viabilidade de incorporação, BIM, contabilidade fiscal e pós-venda com vistoria de chaves foi feito para uma empresa que tem essas áreas. Quem incorpora e vende unidades precisa exatamente disso.

A própria Softplan reconhece que é um público diferente: dentro do ecossistema Sienge existe o Gestor Obras, apresentado na mesma página como "gestão ágil e inteligente para pequenas construtoras". Ou seja, a resposta para a construtora pequena não é o Sienge — é outro produto.

Quando o Sienge é demais para o seu caso

  • Você executa obra e não incorpora: não vende unidade na planta, não tem portal do comprador nem distrato.
  • Seu orçamento é o valor que você fechou com o cliente, e não uma composição com curva ABC e BDI calculado.
  • Sua contabilidade é do contador, em outro sistema, e você não quer trazê-la para dentro.
  • Sua equipe é pequena e o sistema precisa ser usado pelo mestre de obras no celular, sem treinamento longo.
  • Você precisa saber quanto o cliente já pagou e quanto a obra custou — e é basicamente isso.

O que olhar em qualquer alternativa

PerguntaPor que importa
O preço está publicado?Sem preço na página, cada proposta é negociada e você não consegue comparar sem falar com vendedor.
Cobra por usuário?Preço por usuário faz o custo crescer justo quando você quer que a equipe use o sistema.
Cobra por obra?Preço por obra pune quem tem várias obras pequenas ao mesmo tempo.
Tem teste sem cartão?Testar com os dados reais é a única forma de saber se o sistema serve.
Tem fidelidade ou multa?Contrato de 12 meses transforma um erro de escolha em um ano de custo.
O que ele NÃO faz?Se a página não diz, você vai descobrir depois de assinar.

Onde o ConstruSoft entra

O ConstruSoft cobre a parte que a construtora pequena usa todo dia: obras com negociação, parcelas do cliente com recibo em PDF, despesas com vencimento, estoque de material, equipe e fornecedores, e o resultado de cada obra no mesmo painel.

O preço é público e fixo: R$ 479,99 por mês, ou a partir de R$ 305,99 por mês nos pacotes de 6, 12 e 18 meses, com usuários e obras ilimitados. O teste de 14 dias não pede cartão e não há fidelidade nem multa.

O que não dá para fazer: O ConstruSoft não substitui o Sienge, e não tenta. Ele não faz orçamento SINAPI ou SICRO, cronograma físico-financeiro, Gantt, medição por etapa, diário de obra (RDO), cotação e pedido de compra, contabilidade, folha de pagamento, integração bancária, BIM nem emissão de nota fiscal. Se você precisa de qualquer um desses, o ConstruSoft é a escolha errada — e a lista completa está na página do que não fazemos.

Outras alternativas que vale conhecer

A comparação honesta não é entre o ConstruSoft e o Sienge, que jogam em campos diferentes. É com os sistemas que disputam a mesma construtora pequena: Gestor Obras (do próprio ecossistema Sienge), Vobi, Obra Prima e ObraFácil.

Entre eles, o ObraFácil é mais barato que o ConstruSoft e publica o preço na página. Vobi e Obra Prima têm orçamento, cronograma e diário de obra, que o ConstruSoft não tem. Está tudo lado a lado, com a linha em que cada um ganha, no comparativo.

O ConstruSoft importa dados do Sienge?

Não há importador pronto do Sienge nem de outro sistema. O cadastro é manual, e na prática o caminho que funciona é começar pelas obras em andamento: negociação, parcelas em aberto e despesas do mês corrente. Obra já encerrada raramente compensa migrar, porque ela não muda mais.

Quanto custa o Sienge?

O site do Sienge não publica preço: consultado em 17/09/2026, os botões levam a "Peça uma demonstração" e "Fale com um especialista". Qualquer valor que circule fora disso é estimativa de terceiros. O ConstruSoft publica: R$ 479,99 por mês, ou a partir de R$ 305,99 por mês nos pacotes.

Gestor Obras vale a pena para construtora pequena?

O Gestor Obras é o produto do ecossistema Sienge voltado a pequenas construtoras e tem orçamento paramétrico, cotações, compras, cronograma físico-financeiro e medições por etapa — coisas que o ConstruSoft não tem. Ele também não informa preço na página. A escolha depende de você precisar ou não de orçamento e cronograma.

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